Descendentes- País das Maravilhas Malvado

E temos Descendentes: País das Maravilhas Malvado, e nunca um título fez tanto sentido em um filme, já que os protagonistas passam mais da metade da história enfrentando o próprio País das Maravilhas do que o vilão em si. Mas, para esse personagem, o Chapeleiro Maluco, a narrativa faz sentido, por ele ser um inventor. O que me incomoda nesse filme é ele ser um tanto preguiçoso no roteiro.

Aqui temos a continuação, que mostra as consequências das mudanças na linha temporal. E, apesar das milhões de teorias que poderiam ter trazido histórias muito interessantes, a opção mais óbvia foi a escolhida: “herói vira vilão e vilão vira herói”. Para ser honesto, eu esperava um pouco mais.

Um ponto que elogiei muito no primeiro filme dessa saga foi o CGI, e aqui, em alguns momentos, tive a impressão de que ele não foi finalizado, parecendo algo feito às pressas para lançar logo. Mas nem tudo é ruim. Apesar das polêmicas dos bastidores (não vou entrar nesse assunto; basta pesquisar no TikTok, que há muito conteúdo explicando isso muito bem), as atrizes Kylie (Red) e Malia (Chloe) souberam sustentar o ranço e manter uma boa química de amizade. Isso era algo indispensável, já que, no primeiro filme, temos a dinâmica de “mãe e filha”. Neste, o foco é o laço de amizade, enquanto a relação entre mãe e filha fica em segundo plano na narrativa.

Se estamos falando de um musical, precisamos falar das músicas. Dessa vez, Rita Ora não recebeu nenhuma música muito interessante. Honestamente, eu diria que a Disney cometeu novamente o mesmo erro. Se, no primeiro filme, ela recebeu uma música que, para mim, foi a melhor da produção, neste ela teve mais participação nas canções, mas nenhuma de grande impacto. Ainda assim, os destaques ficam para “Dancing with the Enemy” e “Heartless”. Algumas músicas funcionam bem dentro do filme, mas, quando ouvidas isoladamente no Spotify, honestamente, não me pareceram tão interessantes, como “Did You Hear About Them”.

Por fim, eu diria que esse filme merece, no máximo, 3 estrelas. A história é previsível, embora seja boa de assistir, e as músicas são interessantes, mas não chegam a ser impactantes.


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