O Diabo Veste Prada e eu visto Shoppee!

 E ai seres humanos, beleza?


Honestamente, eu estava demorando com essa postagem porque tenho tanto a dizer sobre esse filme que não sabia por onde começar. Desde quando o filme (O Diabo Veste Prada 2) foi anunciado, sigo em uma ansiedade sem medidas; e quando foi anunciado que Lady Gaga estaria no elenco, aí meu contador estourou completamente.

O Diabo Veste Prada encerra quando Andy decide que não quer ser uma “Miranda”. Ao perceber as coisas que fez para manter seu trabalho, ela reflete e decide ir embora, abandonando tudo aquilo. É aqui que o nosso segundo filme segue.

Emily… ops, Andy, agora uma jornalista premiada, perde seu trabalho. Coincidentemente, a Runway sofre um ataque forte do tribunal da internet, que decide “cancelar” a revista após algumas declarações de Miranda. Essa chuva de acontecimentos resulta na recontratação de Andy, mesmo contra a vontade de Miranda, que, inclusive, deixa bem claro que ela irá falhar. Essa descrença de Miranda é transformada em ataques e insultos em alguns momentos — nada que já não esperássemos dela.

O filme brinca muito com os novos cenários, especialmente as novas dinâmicas trabalhistas. Em um mundo dominado pelo politicamente correto, temos uma Miranda sendo constantemente advertida pela sua nova assistente sobre suas falas, e isso nos dá uma dose de humor muito gostosa. Ver a grande Miranda segurando a língua e revirando os olhos, tentando pensar em termos mais “adequados” para falar, realmente tirou boas gargalhadas do cinema, pois sabemos o que ela pensou em dizer, mas não pôde, tendo que amenizar com muita dificuldade.

Um fato interessante nesse filme é que ele está muito mais dividido. Antes, nosso quadro principal era a vida particular da Andy e seu paralelo com a Runway; aqui, temos um bom aprofundamento não só na Andy, mas também na Miranda e na própria Emily, que no primeiro filme se limitava a aparecer nas interações no escritório com a Andy. Nesta continuação, temos mais da sua vida particular. Sabemos que ela casou, teve filhos, se divorciou e estava em um novo relacionamento.

Inclusive, o relacionamento da Emily é uma das coisas que contribuíram para a trama desse filme, que foi acusado por alguns sites de ser uma referência à vida real, já que existem pontos no longa que realmente estão acontecendo hoje no cenário da Vogue — revista na qual a autora trabalhou e usou como base de sua experiência para escrever o livro.

Uma coisa em que temos que concordar é que O Diabo Veste Prada sempre acertou muito em suas playlists. O primeiro filme é uma obra-prima sonora do começo ao fim; já o segundo, eu diria que deixou um pouco a desejar nesse critério. Ele tem músicas muito boas, como "Runway", "Shape of Woman" e até mesmo "Walk of Fame", da Miley Cyrus, além de contar com o retorno de "Vogue", da Madonna. No entanto, eu não senti uma trilha tão marcante. Não entendam mal, é boa, mas não diria que é memorável.

E como não falar dos looks desse filme? Eu talvez não seja a pessoa mais qualificada para julgar roupas, mas, ao menos pelo pouco que sei, afirmo com toda a certeza que acertaram muito; tudo está muito lindo. O único ponto que me incomodou é que, assistindo ao filme, percebi que todos os grandes looks já haviam sido entregues no trailer e em algumas fotos promocionais, ou seja, não tivemos grandes novidades no filme que já não tivéssemos visto antes. Algo que eu amei foi a nova versão da cena de troca de roupa, que desta vez tem a Andy, a Miranda, sua nova assistente e o Nigel, compartilhando esse momento icônico que até hoje rende trends na internet.

O Diabo Veste Prada 2 traz uma proposta bem diferente do primeiro filme; ele realmente se propõe a continuar a história e adaptá-la para o cenário moderno, o que afirmo com honestidade que funcionou muito bem. O filme não tenta superar o primeiro, mas sim manter o legado. Acho que ele conseguiu esse feito com um sucesso de bilheteria que ultrapassou até mesmo o original e as expectativas de público. Já podemos dizer que O Diabo Veste Prada 2 alcançou a nova geração sem perder as suas origens.




Comentários