Drácula - Uma História de Amor Eterno

 

Depois de tanto ver cenas cortadas, eu finalmente parei para assistir Drácula - Uma história de amor eterno (2025), dirigido e roteirizado por Luc Besson, que se baseia no clássico de Bram Stoker para trazer uma nova abordagem para o “príncipe das trevas”.

Drácula (Caleb Landry) é um príncipe guerreiro; inclusive, aqui vemos um pouco da origem de seu título Dracula (Dragão), mostrado em sua armadura de batalha. Mas a história principal é sobre o amor de Drácula (Caleb Landry) por sua esposa Elisabeta (Zoe Bleu), que é morta em uma emboscada, levando Drácula a desafiar Deus por perder sua amada e a ser amaldiçoado a vagar pela Terra pela eternidade, seguindo em busca dela e esperando o dia em que ela reencarne.

                                   

Vamos começar falando sobre a caracterização de Caleb na aparição como Drácula, que tem claras referências ao filme clássico de 1992 (Drácula de Bram Stoker); e isso é o que torna a história ainda mais interessante: faz a gente acreditar que não se trata de uma outra história, mas de uma outra perspectiva. Os figurinos e toda a atmosfera criada, os enquadramentos e a trilha sonora contribuem para uma experiência mais imersiva, nos mínimos detalhes.

Talvez a minha maior crítica aqui sejam as gárgulas, que acabaram ficando algo caricato demais. O que era para ser os serviçais do príncipe das trevas, em certos momentos, me pareceu um alívio cômico para o filme, o que não seria um problema se fosse usado nos momentos certos — o que, sinceramente, não sinto que aconteceu. Não serei arrogante ao questionar que talvez essa seja uma escolha proposital do diretor, mas posso ser sincero ao afirmar que isso quebrou a minha experiência em certos momentos.

De toda forma, o filme merece um espaço no cenário gótico cinematográfico. O figurino me deixou preso e atento às cenas, especialmente os usados por Maria (Matilda de Angelis) que, apesar de ser apenas uma ponte nessa história, poderia facilmente dizer que rouba o protagonismo. Suas cenas são chamativas e provocantes; em certos momentos, divertidas; e a atriz sabe muito bem dosar a sua personagem em cada momento, fazendo a gente almejar por mais.

Uma preocupação que sempre tenho com qualquer assunto que envolva vampiros nas telas é a dosagem da sexualidade. É muito comum adaptações que falam dessas criaturas mais parecerem um manual de filme adulto, mas aqui não. De fato, temos cenas quentes e algumas até grotescas, mas, quando falamos do contexto de amor, o diretor opta por uma abordagem mais poética, o que funciona perfeitamente e deixa a história ainda mais bonita, fazendo a gente se apaixonar pelo casal e torcer para que fiquem juntos no final. Até esquecemos que estamos torcendo por um homem amaldiçoado por Deus e condenado a vagar pelo mundo consumindo sangue: um verdadeiro hematófago.

Afirmo com sinceridade que Drácula - Uma história de Amor Eterno (2025) merece seu lugar à luz. E eu me pergunto: onde eu estava quando essa beleza foi lançada? Gostaria de ter ido ao cinema vivenciar essa experiência e espero que mais adaptações geniais de clássicos venham. O Retrato de Dorian Grey está precisando de uma nova versão.

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